E agora

Aquecimento Central 02/Mai/2023 438
E agora

E agora?

De forma expressiva, o mercado de Aquecimento Central em Portugal, iniciou-se na década de 80 do século passado através da montagem de caldeiras a lenha associadas a radiadores.

No virar do milénio com o surgimento do gasóleo de aquecimento e do gás natural, muitas dessas caldeiras a lenha foram substituídas por caldeiras a gasóleo ou a gás, que eram mais fiáveis, limpas, autónomas e eficazes.

Era o tempo em que o litro do gasóleo custava pouco mais de 0,30€.

Atualmente, ainda existem milhares de instalações de Aquecimento Central com caldeiras a gás ou gasóleo, mas já poucas estão a funcionar em face da escalada de preços dos combustíveis fósseis dos últimos anos.

É então que surgem os pellets como solução salvadora. Inicialmente com um custo de 2,50€ por cada saco de 15 Kgs, os pellets reduziam para mais de metade os custos com o gasóleo ou com o gás.

É assim que surgem e proliferam as estufas e caldeiras a pellets para substituírem as gastadoras caldeiras de gasóleo e gás.

Ora, este reinado durou até … este ano. Porquê?

Na realidade seria impossível prever a atual crise energética que veio destabilizar o equilíbrio existente. Sem se poderem abastecer nos mercados do leste europeu, países como a França e Alemanha vieram por aí a baixo e compraram toda a produção de pellets de Espanha e Portugal. A lei do mercado funcionou, a procura superou largamente a oferta, e aí está a razão pela qual um saco de pellets de 15 Kgs dificilmente poderá ser adquirido abaixo de 10€, ou seja, o seu preço mais que duplicou.

E mais grave ainda, os portugueses correm o risco de não se conseguirem abastecer deste combustível, que começa a escacear de forma evidente nos habituais pontos de venda.

E agora? Como vou aquecer a minha casa este inverno?

Se é daqueles que acredita que o preço dos pellets vai regressar à normalidade no próximo ano, digamos, abaixo dos 5,00€ por cada saco de 15 Kgs, então a sugestão é que não faça nada.

Aguente …

Coloque mais uns cobertores na cama, reative a lareira da sala e coloque um termoventilador elétrico na casa de banho.

E sofra um bocado, pois então.

SE, no entanto, é daqueles que acredita que o preço dos pellets, jamais vai voltar a valores razoáveis, então, tem de procurar uma alternativa. Mas a grande questão, é: qual alternativa?

Caldeira ou recuperador a lenha?

Tudo bem, mas tem de se preparar para carregamentos e acendimentos manuais, funcionamento sem programação e eventuais consequências derivadas da qualidade da lenha, do seu grau de humidade ou de resina. Encarar a batalha contra o fumo dentro de casa, limpar diariamente as cinzas e a sujidade da própria lenha.

Não está para aí virado?

Então pode optar uma Bomba de Calor de Alta Temperatura. Passará a dispor de uma solução extraordinariamente eficaz e segura como só a energia elétrica pode proporcionar. Certo. Mas o que dizer do investimento necessários? E sabendo que a eficiência energética das Bombas de Calor é relativamente reduzida, será que vou conseguir aquela poupança que tanto procuro?

Está com dúvidas? Resta-lhe uma terceira opção: o Ar Condicionado. Não vai poder aproveitar a infraestrutura da instalação existente, mas em compensação via poder contar com conforto também de Inverno. E que bom que isso é, em face das cada vez mais frequentes ondas de calor que surgem de Verão. O Ar condicionado é uma solução de grande versatilidade, de grande eficiência energética, a pode afigurar-se como a opção certa.

Perfeita? Longe disso. Muitas pessoas não se dá com o Ar Condicionado e sofre coma as alergias provocadas pela movimentação acelerada do ar. Por outro lado, com as soluções convencionais de Ar Condicionado, perde-se o benefício da centralidade que permite um conforto geral em toa a nossa a casa. Com o Ar condicionado, fundamentalmente, climatizamos o espaço que estamos a ocupar em determinado instante.

O que fazer, então? Preciso de ajuda.

A principal recomendação é: não se precipite. Não podemos estar a mudar de sistema todos os anos. Fundamentalmente, cada caso é um caso. Não embarque em soluções milagrosas, porque, atualmente, não existem. Como disse atrás, em algumas situações, a decisão mais sensata, é não fazer nada. É aguentar.

Esforce-se por procurar uma empresa, que para além de competente, esteja verdadeiramente preocupada em ajudá-lo a encontrar a melhor solução para si. A partir daí, confie, e avance sem hesitações.